
Não sei se acontece com todas as pessoas que escrevem. Mas pressuponho que com a maioria, ocorre o mesmo. Nas horas em que me encontro mais triste e lânguida, dos dias mais instáveis surge a incontrolável vontade de alterar uma folha de papel em branco, de transformá-la em um “instrumento” capaz de transmitir sentimentos, emoções, enfim.
A partir disso, me pergunto incansavelmente.. Por que essa estranha vontade não se manifesta nos dias estáveis, nas ocasiões em que há ausência de problemas? Pensei, questionei, pensei e novamente me perguntei. Por quê?
É engraçado como as maiorias das coisas são. A primeira vista tudo parece errado, meio torto e um pouco complicado. Mas tudo está exatamente certo do jeito que está, tudo se encaixa, tudo sem querer tem um porquê.
Mais uma vez me flagrei pensando no mesmo mistério. Por fim, cheguei a uma conclusão, não necessariamente, a certa. As palavras muitas vezes servem como consolo a corações aflitos, se transformam em lenço para enxugar tantas lágrimas, funciona exatamente como um calmante para corpos atordoados e se confundem com um ombro amigo.
Dessa forma, não consegui encontrar outra explicação, senão essa para o mistério que inconscientemente inventei.
Por Thayanne Nascimento
Nenhum comentário:
Postar um comentário