De certa forma, eu sempre acabo afastando aqueles que realmente saberiam valorizar meus sentimentos ou/e me valorizar. Assim como várias outras, eu só consigo me atrair por pessoas indefinidas, com sentimentos incompletos, confusas e pela metade. E como isso dói! Eu me sinto um ser humano feio a cada vez que jogo no lixo alguém, mesmo tendo certeza de que este seria capaz de me amar - e quero dizer todos os dias e em tempo integral.
Vez em quando, eu penso que essa deve ser uma das tantas leis que existem nesse mundo. Deve ser como um ciclo obrigatório da vida. Você se apaixona, você acredita, se entrega, se envolve perdidamente e quando menos espera é sacaneado. Em um outro momento é a sua vez de dominar o jogo. Você ilude, percebe que deu cheque mate, consegue perceber que o outro da relação está louco (a) em você. E ai você gosta, não é? Seu ego é massageado por alguém que logo logo vai parar na lata de lixo, como o lixo que realmente é para você.
E muitas pessoas ainda se perguntam por que estão sozinhas, solitárias e encalhadas. Meu Deus, como isso é hilário. Será que você com esse seu orgulhozinho de merda não consegue enxergar um palmo além de você? Você foi descartado, meu bem? Pare e pense em quantas pessoas bacanas você já deixou para trás. É difícil, mas se esforça que você vai se lembrar daqueles “objetos” inúteis que você jogou fora e nem se importou.
Sabe qual é a verdade disso tudo? A vida amorosa é mesmo uma roda gigante. É meio clichê, mas enquanto você está lá em baixo, um está por cima e vice-versa. Eu diria que amar não é para o bico dos fracos e sim para os fortes que tem paciência, fôlego e conseguem conviver, superar e enfrentar os vários desencontros que o amor promove.
Por Thayanne Nascimento