quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Porto Seguro



Acredito que cada indivíduo sempre é especial na vida de um alguém. E mais que acreditar nessa teoria, eu suponho que é impossível viver de forma auspiciosa sem esse alguém qualquer e, ao mesmo tempo único, por perto. Impossível não ter uma matriz, um suporte ou uma base de apoio que te faça criar seus valores, moldados e inspirados, mas intimamente seus.

Você tem esse alguém na sua vida? Não quero de forma alguma te fazer parar e pensar, caro leitor. Logicamente, se esse alguém existe e se faz presente, você não precisou pensar sequer um segundo. Creio que instintivamente o nome veio à sua cabeça de forma natural e sutil, não é mesmo? E por favor, se por acaso haja alguma pessoa sem esse “molde” por perto, sugiro que o procure, i-m-e-d-i-a-t-a-m-e-n-t-e. Ouso falar um pouco mais. Essa não é uma tarefa árdua nem mesmo um “tico” intricada. Olhe a sua volta! Eu duvido que não haja alguém que você admire, queira aprender os seus valores, princípios, experiências, enfim. Encontre o seu carma do bem e “sugue” tudo de valioso e significativo do mesmo e modele do jeito que você encarar mais certo, mais bonito, prazeroso ou gratificante.

Tenho que admitir ser muito feliz e muito grata por ter esse alguém nessa passagem de vida. Alguém que me proporciona aprender, aceitar as dificuldades da vida, os empecilhos inevitáveis e entender que estes são de extrema necessidade para uma evolução espiritual e mental. Um alguém que te faça rir, te faça chorar, te faça ter saudades diariamente. Alguém que lhe mostre a tamanha importância da palavra FÉ e como é decisivo perseguir os sonhos, independentemente de quantos NÃOS você ouça e de quantas vezes você perca uma batalha. Um alguém que não seja somente um alguém, mas que seja o seu PORTO SEGURO.

por Thayanne Nascimento

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Na tua rua


"O lápis no seu olho é pra afastar quem não quiser te ver feliz." Ramirez

Sabe aquela menina que passa na sua rua, todos os dias, cheia da postura, nariz em pé e aparentemente forte e madura? Aquela que pra você parece não se abalar com nada? Essa menina, meu caro, se faz de forte o tempo todo pra disfarçar o inchaço nas pálpebras, passa corretivo em baixo dos olhos pra não deixar a mostra aquelas olheiras, reflexo de noites mal dormidas. Aquela que passa na tua rua não é a mais forte de todas. Ela sofre.. calada, mas sofre. Ela deita a cabeça no travesseiro, todas as noites, agradecendo por ter conseguido fingir “só por hoje” e suplica que consiga manter a máscara daquele personagem no dia seguinte. Mas naquela noite, ela chora como se não houvesse o amanhã. Muitos duvidam, mas a garotinha já sofreu um “bucado” nessa vida, e por isso se viu obrigada a colocar seu coração em um congelador para que indivíduo algum ousasse machuca-lo de novo.

[Thayanne Nascimento]

terça-feira, 7 de agosto de 2012

8 ou 80


"Melhor te ver correndo pra longe do que empacado em minha vida." Tati Bernardi

Sabe aquela expressão usada por muitos.. Oito ou oitenta?! Pois então, vó. Ultimamente, estou exatamente assim. Me decidi mesmo, ou é tudo ou é nada. Cansei de sonhar com um príncipe a vida toda, e me contentar sempre com o cavalo. Eu mereço muito mais que dois pares patas e uma crina dura. Você não concorda? E se ele não é capaz de ser um homem inteiro pra me dar um amor decente e de verdade, que se assuma um centauro de uma vez e desapareça do meu campo de visão. Se é pra ser pela metade, eu prefiro que não seja. Me diga de uma vez, vovó. Quantas vezes ele ainda vai precisar olhar a sua volta para ter certeza de que não existe mulher melhor pra ele do que eu? Eu ainda quebro a cara daquele idiota. Eu juro!

[Thayanne Nascimento]

terça-feira, 31 de julho de 2012

Adeus!


A cada minuto que passa, sinto que o tempo rouba das minhas próprias mãos tudo que eu sempre sonhei. E como se não bastasse, ele ainda leva todos os sonhos para milhas de distância de mim. Ao mesmo tempo, sinto uma necessidade de recuperar cada minuto esvaído, de jogar no lixo todas as recordações boas que não me deixam ir, de romper todos os laços que foram feitos neste lugar. É uma urgência... Urgência de correr o mais rápido que eu puder, de gritar ate que não reste mais voz alguma, de alcançar extremos, de correr todos os riscos na tentativa de acertar. São tantas vontades, tantos planos, sonhos e mais sonhos. Eu preciso matar o que me prende e que me ofusca, preciso suicidar o meu eu covarde. Me desculpa! Mas eu preciso ir embora, zerada e inteira, sem laços, sem sentimento algum, sem medo e sem culpa. Estou decidida. Eu vou partir para um futuro desconhecido e sonhado a vida toda. Adeus!

[Thayanne Nascimento]

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Aquele moço bonito


[...] E é naquele final de tarde que você percebe que está o dia todo pensando nele, somente. É incrível como o simples fato dele te olhar pertuba o canto da sua boca, lhe fazendo sorrir. O quanto falar com ele te faz bem, o quanto um modesto chalaceio que ele dá, te alegra. Cada palavra que ele pronuncia soa como notas de uma melodia que ouvi ontem, pela madrugada. E eu poderia ser considerada uma maluca, caso ousasse negar que estou enlouquecida e perdidamente enamorada por aquele moço bonito que conheci.

[Thayanne Nascimento]

Oi, meu anjo!


"Jogou as bolsas sobre a mesa e foi para seu ritual diário, pós o trabalho. Tirar os sapatos, as meias, pisar com os pés descalços no chão e sentir a gostosa sensação do chao frio. Aproveitou, também, para tirar aquelas roupas e colocar uma calça velha de moleton, tão confortável e ficar sem a camisa que prendia seus movimentos. Deitou sobre a cama, sem mais preocupações.

Esse era o ritual do cochilo da tarde. Em alguns dias, deitava nua, mas desta vez não. Mês de março, o clima já mudava um pouco, não havia necessidade para isso. Até mesmo, por que, o problema não é o calor, mas o conforto. Sempre foi assim. Nunca, desde que se tem memórias, gostou de qualquer coisa que restringisse seus movimentos, seja uma roupa ou um relacionamento.

O sono chegando aos poucos. Os problemas diários deixando de ser problemas... Ela, aos poucos, entrando em contato com o mundo dos sonhos.
Mal percebeu a entrada dele no quarto. Ou melhor não percebeu. Dormia, realmente. Acordou com o primeiro arrepio, um sopro frio pela base da sua coluna. Levou algum tempo, mas percebeu do que se tratava. Mas preferiu fingir que ainda dormia, poderia ser bem mais divertido.
É óbvio que ele não se daria por vencido, facilmente.

Então, ela começou a sentir a ponta dos dedos que deslizavam calmamente pelo corpo dela. A ponta dos dedos que passavam de leve pelos seios dela. Foi o segundo arrepio. Era possível ver a pele e sua textura. Os seios rígidos. Aquilo estava começando a virar uma grande maldade.

Mas se a proposta era aquela, não cederia facilmente. Ainda fingia que dormia. Sentiu a barba arranhando pela nuca e pensou: meu deus, a barba não... na nuca não. Era o terceiro arrepio. Dessa vez o corpo se estremeceu inteiro.
Sentiu, por último, um beijo na face esquerda. E percebeu que as carícias e, logicamente, os arrepios, pararam. Abriu um sorriso contente. Havia vencido, ele esava deitado ao lado dela. Quieto e, provavelmente, desconsolado.

No jogo do amor, 1 a 1 é sempre melhor que 0 a 0. O jogo era divertido... mas já tinha passado. Virou-se de uma vez só, já subindo sobre ele. Olhou nos [assustados] olhos dele e disse com muito gosto: Oi, meu anjo!"

[Marcelo Marchiori]

sexta-feira, 13 de julho de 2012



[...] E ele é alto, tem os cabelos negros, um sorriso grande e um olhar que me dá medo, as vezes. Um olhar investigativo e um tanto curioso. Daqueles que não tem como ser retribuído. Caso contrário, eu poderia ser descoberta. Certamente, ele notaria o quão louca de amores, estou. Sabe aquele arrepio gostoso que vai da nuca ate o cóccix? Então... É isso mesmo que sinto todas as vezes que o vejo. Bem... Acho melhor não mais olhá-lo tão profundamente assim..

[Thayanne Nascimento]